Nascidos em 1976 - Prontos para viver o retorno de Quíron?
- 12 de jun.
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Irmãos de 1976, estamos prestes a viver o retorno de Quíron. Aos nascidos entre 29 de Maio de 1976 e 11 de Abril de 1984 (com exceção de dois períodos de retrogradação, em que Quíron voltou a Carneiro). Estamos prontos para viver um dos trânsitos mais transformadores das nossas vidas?
Quíron reflete a nossa ferida mais profunda, resultado das nossas maiores dores na infância. O signo fala-nos da ferida em si e a casa -a área de vida em que esta ferida se expressa. Sentimos a vida toda uma sensação de impotência e fragilidade sobre este tema - reflexo da sensação de não termos recursos internos para lidar com essa ferida da nossa criança interna.
Fugimos desta área de vida para a energia complementar – recursos dos outros (escorpião), ou tentamos esconder esta fragilidade ao máximo, porque este tema tem um peso psicológico tremendo para nós.
Porque esta fragilidade é na realidade um programa que corre no nosso inconsciente, a vida vai refletir de volta estas mesmas feridas, através de situações e pessoas que ativam esta dor. São estas situações que nos vão obrigar a desenvolver estratégias para lidar com estes traumas, e desenvolver compaixão por todas as pessoas que passam pelo mesmo - porque sabemos por experiência como é viver essa dor.
Durante os primeiros 50/52 anos de vida, vamos desenvolver muitas estratégias para tentar curar esta fragilidade, sem realmente conseguirmos. É por não conseguirmos que a nossa busca nunca termina. Tudo o que desenvolvemos nesta área para nos ajudar a curar, vai fazer de nós mestres para ajudar os outros com os mesmos desafios.
Quíron em Touro
Para todos os nascidos a partir de 29 de Maio de 1976, vamos iniciar o processo a que a astrologia chama de – o retorno de Quíron. Quando este asteroide dá a volta à nossa mandala astral, e retorna ao ponto exato onde se encontrava na altura do nosso nascimento, vamos passar pela última grande prova. Não para nos curarmos, mas para termos a coragem de enfrentar esta dor, olhá-la de frente, e com coragem, recolher os seus dons. Avançamos ainda que doa. Deixamos de fugir. Olhamos para este dragão nos olhos e enfrentamos o nosso maior trauma.
Que ferida é esta?
Quíron em Touro reflete uma profunda ferida na nossa autoestima, valorização pessoal e capacidade de ganhar dinheiro. Durante a nossa infância, o tema dinheiro foi tenso de alguma forma, e a situação familiar - provavelmente instável, fez-nos sentir que não tínhamos valor, nem capacidade de gerar os nossos próprios recursos. Resultado – enfrentamos problemas financeiros a vida toda, tendo muita dificuldade em garantir a nossa sobrevivência. No caso de pessoas que até conseguem gerar recursos – consistentemente ou por ondas, a relação com o dinheiro e a matéria é sempre de escassez – nada nos traz sensação de estarmos realmente seguros e isso dói profundamente – falo por experiência própria.
O nosso programa interno diz-nos que não temos nada de valor a entregar aos outros e que o nosso valor está associado ao quando produzimos e ganhamos – então, é como uma pescadinha de rabo na boca. Porque não reconhecemos os nossos potenciais, cobramos pouco, aceitamos trabalhar em sítios que pagam mal, diminuímos o nosso valor e não confiamos nas nossas capacidades. Como não conseguimos ter segurança material, a ferida autoalimenta-se – “eu não devo ter valor”.
Também podemos ter muitas inseguranças com o nosso corpo, sentir vergonha, inadequação. Podemos compensar com comida em excesso e desenvolver problemas alimentares.
O nosso corpo é o nosso veículo físico. Quando começamos a cuidar dele, iniciamos o caminho de transformação desta ferida. Desenvolver respeito pelo corpo, conectares-te com as suas necessidades, alimentares-te de forma saudável, movimentá-lo com consciência, mimar-te – é fundamental e faz parte deste processo.
O passo seguinte é reconhecer o teu valor, não pelo que ganhas ou produzes, mas por quem és. Reconhece que já caminhaste um longo percurso, e que as ferramentas que desenvolveste, são, na realidade, incríveis! Mesmo que não ganhes nada com isso, tu provavelmente ajudas pessoas a desenvolver a sua autoestima e valor pessoal. Ajudas pessoas a ultrapassar as suas inseguranças e a valorizarem-se. Podes até ter facilidade em reconhecer o potencial das pessoas e ajudá-las a ganhar dinheiro com os seus dons.
Os teus desafios com o corpo e saúde, “obrigaram-te” a desenvolver competências nessas áreas. Podes também ajudar pessoas com desafios alimentares ou de inseguranças com o seu corpo. Depois de enfrentares o teu próprio processo, as pessoas vão procurar-te porque sentem que tu vais poder orientá-las. E tu realmente podes, mesmo que não sejas terapeuta. A tua sabedoria vem da experiência.
Então, para todos nós, que vamos iniciar o retorno de Quíron a partir de 19 de Junho de 2026 (este ano, o processo é para a malta de 1976 - o trânsito estende-se até abril de 2035 - tocando as pessoas que nasceram mais tarde), preparem-se para esta última prova.
A dificuldade em gerar abundância ou sustentar a estabilidade na matéria, vai ser parte fundamental do nosso empoderamento. Está na altura de integrar que tu tens valor, mesmo que não ganhes dinheiro ou que precises de ajuda. Não para ficares dependente da ajuda de terceiros, mas para te posicionares corretamente. Não vais aceitar trabalhos que te pagam mal, não vais aceitar condições que te diminuem, não vais cobrar pouco pelo teu trabalho, nem encolher-te para encaixar nas poucas expectativas que os outros têm de ti (porque, na realidade, és tu que as tens também.) Abraça-te e ama-te com tudo!
Vais posicionar-te corretamente. Cuidar do teu corpo o melhor possível - como cuidarias de uma criança que amas muito! Vais honrar a tua história e todo o caminho que te proporcionou tanta sabedoria. Vais estar firme no teu valor e não te “vender” por menos do que tu realmente vales. Estás com 50 anos – se olhares para dentro, tu vais reconhecer o teu imenso valor. Quanto mais te estimas, mais abundância manifestas.
Nós temos um potencial incrível para ganhar dinheiro e ajudar os outros a fazer o mesmo. E vai ser depois deste ano de provas e desafios superados, que podes alinhar-te com esta tua força – ainda que, internamente, a ferida esteja sempre lá. Só deixa de nos dominar.
Vamos viver esta ferida com consciência e retirar o melhor dela! Juntos malta.
Este é um tema que mexe muito comigo, então, um abraço especial a todos os que passam por isto e gratidão por leres até ao fim.
Rita



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